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quinta-feira, 2 de março de 2017

Se não há vergonha, não há culpa!

Se são os nossos sentimentos sobre as coisas o que de fato nos atormenta e não as coisas em si, conclui-se que culpar os outros é tolice, falta de inteligência, imaturidade. Quando sofrermos reveses, pertubações ou desgosto, não culpemos jamais os outros, mas nossas próprias atitudes. As pessoas mesquinhas geralmente atribuem aos outros seres humanos a culpa por seus próprios sofrimentos. As pessoas comuns atribuem a culpa a si mesmas! Aquelas pessoas que se dedicam a viver uma vida de sabedoria compreendem o impulso de atribuir culpa a alguém ou a alguma coisa não passa de tolice e que não se ganha nada, absolutamente nada, culpando seja quem for, os outros ou nós mesmos.

Um dos sinais que indicam o inicio do progresso moral, através de seus valores, é a extinção gradual da culpa! Passamos a ver como é inútil fazer acusações. Quanto mais examinamos nossas atitudes e trabalhamos o nosso íntimo, menos estamos sujeitos a ser assolados por tempestuosas reações emocionais nas quais buscamos explicações fáceis para aquilo que nos acontece, já imaginou isso? As coisas são simplesmente o que são. As outras pessoas que pensem o que quiserem, não é da nossa conta. Se não há vergonha, não há culpa!

O progresso moral não é um privilégio natural das elites, nem é adquirido por acaso ou por sorte, mas através do trabalho de si mesmo - diariamente! Formação da sua personalidade, valores e princípios e principalmente, na formação de seu caráter. Procurar expressar a essência do pensamento, uma forma instigante e moderna, capaz de inspirar, refletir a respeito e realizar pequenas mudanças em sua dignidade pessoal e uma vida com significado, uma vida íntegra!

Como viver uma vida plena, uma vida extremamente feliz? Como ser uma pessoa com boas qualidades moral? Atitude de um professor sereno, equilibrado, paciente, persistente e humilde, estimulando os alunos a encontrarem com muita seriedade a arte de viver com sabedoria! Essa é a fórmula! Viver modestamente numa pequena cabana e não ter qualquer interesse em adquirir fama, fortuna ou poder! É ajudar as pessoas comuns a enfrentarem positivamente os desafios habituais da vida diária e lidar com as inevitáveis grandes perdas, decepções e mágoas da vida! Simplesmente viver a melhor vida possível!

A arte de viver é de fato um acontecimento de liberdade e de tranquilidade, de serenidade, de doação interiores, um modo de viver cujo propósito é tornar nossa alma mais leve, mais serena, mais acolhedora! Tudo isso exalta a razão e é repleto de sérias e rigorosas diretrizes morais. Afirmo com muita convicção: a felicidade e a realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas! Identificar os passos específicos que são necessários para se chegar à excelência.

Com uma aguda percepção, nossos princípios mais elevados no decorrer de nossas vidas, nos exorta a encarar a vida com serenidade e nos aproximar de nossos mais caros ideais. Sou favorável a uma vida vivida firmemente de acordo com a vontade divina e não caracterizada por manifestações extraordinárias, flagrantes ou heroicas de bons sentimentos. Receita para uma boa vida: dominar os desejos, desempenhar as obrigações, pensar com clareza a respeito de si mesmo e de seu relacionamento com o restante da comunidade humana!

A vida cotidiana é repleta de dificuldades dos mais variados graus. Você tem de delinear um caminho para a felicidade, a realização pessoal e a tranquilidade para enfrentar qualquer situação ou obstáculos. Na minha opinião a Prece da Serenidade, reflete muito bem esses momentos, sintetiza superação e discernimento: "Concedei-me Senhor, a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar o que posso e a sabedoria para reconhecer a diferença". 

Nossa sociedade encara a realização profissional, a riqueza, o poder e a fama como desejáveis e admiráveis. Isso é irrelevante para a verdadeira felicidade. O que importa de fato é o tipo de pessoa em que nos transformamos, o tipo de vida que vivemos! Diga a si mesmo o que deveria ser; depois, faça o que tem de fazer! Que seja seu guia na busca da serenidade individual e da orientação moral em meio às provocações da vida. 

A felicidade e a liberdade começam com a clara compreensão de um princípio básico: algumas coisas estão sob nosso controle e outras não estão. Sob nosso controle estão as nossas opiniões, aspirações, desejos, vontades, e as coisas que nos causam repulsa ou nos desagradam. Estão sujeitas à nossa influência direta. Temos sempre a possibilidade de escolhas quando se trata do conteúdo e da natureza de nossa vida interior. Mudar o que não podemos só resulta em aflição e angústia! Lembre-se: as coisas sob nosso poder estão naturalmente à nossa disposição, livres de qualquer restrição ou impedimento!

Se tentar assumir as questões de outros como se fossem suas, sua busca será distorcida e você se tornará uma pessoa frustrada, ansiosa e com tendência para criticar os outros. Mantenha sua atenção inteiramente concentrada no que de fato lhe compete e tenha bem em mente que aquilo que pertence aos outros é problemas deles e não seu! Se assim agir, estará imune a coações e ninguém o poderá reprimir! Tendo conhecimento e dando atenção ao que de fato lhe compete, não será obrigado a realizar qualquer coisa contra sua vontade!

Os outros não poderão feri-lo, você não fará inimigos ou será prejudicado! Se seu objetivo é viver de acordo com esses princípios, lembre-se de que não será fácil: deve abrir mão de algumas coisas e adiar outras. É possível que até mesmo precise privar-se de riquezas e poder se quiser atingir a felicidade e a liberdade! Nossos desejos exigem satisfação imediata! Desejos e aversões, apesar de poderosos, não passam de hábitos. Reprima o hábito de sentir aversão. Faça o possível para ser dono de seus desejos. Porque, se você deseja algo que está fora de seu alcance, sem dúvida o resultado será uma decepção! Faça o possível para ser dono de seus desejos, mas faça com graça, finura e flexibilidade! 






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